3.1.07

















é minha ou tua a saliva que largo no travesseiro
pelo teu peito sobem temperaturas de espanto
agora que a luz é opaca e nos refugiamos na sombra um do outro
até que amanheça uma sombra única antes de adormecermos
ou que duas almas iluminadas pela força motriz
olhos nos olhos
sejam duas flechas sem descanso.

o caminho arrepiado de lábios, saliva é do beijo dos dois.

o não saber se é um acordar ou se ainda nem adormecemos
são estrelas ou sol quem bate à janela para entrar
entrelaçados com nós de braço nos braços, não abrir
mas somos marinheiros que abandonam o barco para nadar em céu aberto.



Pintura: Henri de Toulouse-Lautrec; The Bed.

9 comentários:

  1. dúvida. a eterna beleza da dúvida, amigo. duvidas, tu?

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  2. tardas mas não falhas. que bom ;)*

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  3. :)) sublime textinho, caro Silvio

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  4. amo-te como a flor ao espinho!
    amo-te na temperatura que me brota no peito quando leio o que tu és em mim
    como um ladrão de tempos que não se olham, pois não existem.

    agradecida.

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  5. Queria dizer alguma coisa... Mas não consigo...

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  6. Tenho de elogiar a pintura. Aliada às palavras ... é assim qualquer coisa fantástica ... Mesmo.

    :)

    *

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  7. Nova face, vejo. Singularidade quase-que-disfarçada. Mas esperam-se as novas ideias. Plantadas.

    Abraço

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  8. O mundo está repleto de pessoas, indivíduos, seres, humanos ou quase. Existem almas que nas encruzilhadas das suas vidas, com ou sem destino, se cruzam com suas semelhantes. São encontros difíceis de definir. Na agradável estranheza de uma descoberta que não se sente nova, sem no entanto ser antiga, abrem-se caixas de diálogo que acordam partes do cérebro até então em repouso. Existe um mistério em cada interior, há interiores com mistérios infinitos.

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  9. absoluto!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!.



    beijo.

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