25.2.07

Lisboa outra vez





















De cada vez que alguém agarra uma caneta para escrever, é o pânico geral.
Como se a escrita fosse o laboratório de onde emergirá a próxima arma de destruição em massa.
Enquanto algumas dezenas de lisboetas tiram seus dias para falarem sozinhos na pesada linha do metro, eu espalharei palavras de rorret (terror ao contrário), pelos arredores deste ascensor. Enquanto os homens falam, ou dormem, ou olham o vazio, ou consentem a solidão, concretizo minhas aspirações de rorretista num papel grande, em janela próxima deste brinquedo que desce e ascende.
Às vezes dá-me a sensação que se um novo Mozart surgisse com composições de génio, em plena carruagem, ninguém se apercebia. Mas a ideia para este texto era só mesmo a de sorrir e dizer que vou viver na Bica. Em busca da chave de mudar o mundo, verde, com sonhos de Tejo.

10 comentários:

  1. Talvez não consigas mudar o mundo, amigo, mas a tua presença faz com que saiba melhor habitá-lo.

    Grande abraço

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  2. O mesmo Tejo que também alimenta os meus sonhos...

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  3. Viver em lisboa é por si só uma forma de mudar o mundo, pelo menos de mudar o aroma do nosso microssistema.`" És bem-vinda amor se ainda te apetecer tal aventura..."

    ass.XPTO ( a minha pass foi ao ar, não consigo entrar no meu blog, nem fazer nada, enquanto blogger...coisas da cybernautica)

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  4. a luminosidade, as colinas, o eléctrico que continua a guinchar mas que segue o seu caminho elegante e altivo.
    Inveja, meu amigo, desta Pequim cinzenta e rectilinea.
    Abraço

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  5. sílvio no seu melhor. como estás? tenho saudades. beijinho grande.

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  6. quero viver aí!!!!

    um bocadinho... inho?

    :)

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  7. Diria ...ou de um teclado e de um rato,sairá sem dúvida a melhor de todas armas.
    Funciona na perfeição,a mais diplomática e inteligente,alcança sempre os seus objectivos.Por isso o pânico da Escrita!Essa maravilha...
    Encontrei o blog por mero acaso, no entanto e pelo post envio um sorriso de boas vindas a esta cidade que não dorme e onde todos os sonhos são possiveis, sobretudo quando estáo perto do Adamastor, vão de elevador e teêm vista para o rio...

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  8. Há aquém rio, mas além Douro, uma magia citadina que se esprai em horizontes de pseudo-cultura. A Liberdade está em voar no poiso que se quer, seja ele verde Lisboa ou verde outro-sitio-qualquer. Benvindo a lados de Terra Moura. :)

    É um prazer "desfolhar-te".

    Bjs

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  9. é um belo sítio para se viver, sem dúvida. boa sorte.

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  10. b...No viver-se dentro liquido tinta d1a bic...
    por vezes o medo de a fazer vomitar por falta de margens transbordadas por teclas tecladas afuniladas guardadas em baralho de cartas...
    na arquitectura fechada do afunilamento subjectivo tendencialmente igual

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