3.7.06

Casa










Um homem nasce com tudo, nem lhe deram tempo para pedir, deram com ele assim, sentado num buraco verde de quatro pernas. Casa, livro, roupa lavada. Com a alegria de palhaço, de quem nunca conquistou nada, tudo lhe veio colar-se ao corpo, encontraram-no assim, desolado. Observa a roupa rasgada suspensa no skate, com inveja. Já leu três ou quatro romances dos grossos, páginas de açúcar numa diabetes de vida, balões que não rebentam, encontrou-os numa estante, encontraram-no assim, de mãos erguidas para o céu, súplica por tempestades, pastilha elástica colada ao céu da boca.


* The Isle of the dead, Arnold Bocklin

9 comentários:

  1. Just remember, the sweet is never as sweet without the sour, and I know the sour.

    :)

    E ele, de mãos erguidas para o céu, vai rebentar os balões e rasgar as páginas escritas de acúcar, só para as salpicar de vida ... um dia, quando reparar que o tudo é nada e ainda assim se escapa, a cada minuto, por entre os dedos ...

    *

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  2. be, depois do comentário da vanessa, acrescento apenas até já

    estou atrasada, como é costume

    vai pedindo um chã para mim

    de menta e um pau de canela

    beijo,

    alice

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  3. Mas rejubilou, enfim, pelo regresso à origem...

    Abraço

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  4. ...e um homem cresce....para vir aqui. ler-te.




    bom dia.


    abraço.

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  5. "pastilha elástica colada ao céu da boca."
    como o que rói, corrói, e não sai.
    depois há os sossegos, como as palavras de quem sabe sussurá-las, mesmo quando escritas.
    ninguém esquece os contadores de histórias.
    beijo, sylvi =)

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