9.6.06

Os olhos do outro.














Quanto mais amarrada a boca, maior a urgência de falar. Não são parte do silêncio, os olhos. Brotam dimensões de intervenção onde tudo grita com ternura, órbita na órbita, um no outro com tanta intenção que torna marítima e secular a compreensão, qualquer tentativa vã, este desejo pelo indefinido, a procura de palavras inexistentes, como se na própria definição, no todo definido, vivesse o bicho que infecta e apodrece a vida. É por isso que me olhas, te observo, é por isso e, sobretudo, por não ser isso. Porque é também mais complexo, ou então é nada, todo este desejo que partilhamos na desajeitada carruagem comum.
E nunca me dirás se realmente me olhavas,
tão rápido como eu nunca ser capaz de to perguntar.

* Never-ending train, Neurone Pipero

10 comentários:

  1. .j., e uma galheta nos ditos, não?

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  2. Lindo menino do sinal na bochecha... (Não que fosse para ti...) mas procura o poema "viceversa" de mário benedetti.

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  3. mário benedetti21/06/06, 11:10

    viceversa!!

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  4. quase conterrâneos...

    em paredes há poetas!

    que boa notícia

    um beijinho,

    alice

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  9. grande texto..solucionaste-me aki um paradigma
    continua. abraço

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